
Nome: Alice Murakami
Idade: 39
Cidade/estado onde eu moro: São José do Rio Preto/SP
Aonde treino/dou aula: Altitude com a Mari (Voar Sem Asas) e dou aula substituindo na Lígia Aydar
1- Com quantos anos você começou a praticar o Tecido e o que te levou a buscar essa modalidade?
Eu comecei na dança com 5 anos. Na época minha mãe me colocou para eu estar fazendo uma atividade física, porém, eu me apaixonei pela dança e continuei. Algo que era para ser apenas um hobby, se tornou um refúgio para mim. Na adolescência eu tive uma fase bem difícil envolvendo família e era nas aulas e até mesmo nas apresentações que eu podia ser eu e eu me encontrei.
Depois da adolescência, como a maioria das pessoas, fui para a faculdade e tive um pouco de dificuldade, pois sempre fiz dança e sempre estava envolvida com a arte. Tive medo da minha família não aceitar a minha decisão. Eu fiz artes cênicas na Barão de Mauá em Ribeirão Preto. Durante a faculdade eu fiz aula de ginástica artística.
Eu tive a oportunidade de começar com a prática do tecido aos 28 anos. Eu via apresentação de circo onde tinha o tecido e ficava encantada e sempre que via, eu tinha vontade de fazer aquilo. Depois que se faz uma modalidade há muito tempo é normal buscar algo novo, isso não significa que você não gosta mais do que fazia antes, apenas que você quer tentar novo. É normal buscar algo nos tire da nossa zona de conforto e também para estar ajudando naquilo que gostamos.
2- Qual foi o seu maior desafio no início?
Como eu comecei na dança, eu sempre achei que seria fácil e que eu não teria dificuldade, pois eu já fazia atividade física.
A primeira vez que tive contato com o tecido, eu não consegui subir e pois muito frustante.
A minha professora, na época a Zilda, ela conversou comigo, falando que era normal, pois no tecido precisamos trabalhar com outras partes do corpo, que a dança não trabalha e ela ainda explicou que tudo era prática, treino e persistência.
Eu sempre achei que o meu maior desafio no início era subir no tecido. Mas hoje com outra mentalidade, o meu maior desafio foi ter que lidar com a frustração e não ter aproveitado a jornada.
3- O que a prática dos aéreos e a dança significam para você?
Momento de estar conectada comigo mesma. A minha vida pode estar uma bagunça e eu ter um monte de coisa para fazer. Mas ás vezes, tudo que eu preciso é um momento comigo mesma, é aquele tempinho que eu dedico para mim mesma. Eu só preciso de meia hora no tecido para me sentir renovada e conseguir colocar minhas coisas em ordem.
4- Qual sua maior dificuldade no aéreo hoje? E o que você tem mais facilidade?
A maior dificuldade que tenho hoje é fazer a inversão com as mãos e tudo que precisa colocar muita força, como subida apenas com as mãos, sem colocar os pés.
O que tenho mais facilidade é em fazer figuras no tecido.

5- Recentemente você começou a dar aulas de tecido. Conte pra gente como foi/está sendo esse processo.
Responsabilidade e muito desafiador. Quando eu comecei em 2014, eu fiz algumas aulas e logo a Zilda me chamou para estar ajudando ela com as meninas. Ela falou que ás vezes o que precisamos é pessoas interessadas e esforçadas. Naquela época, quando eu ia ajudar as meninas, a Zilda estava junto, então se eu tivesse alguma dúvida, eu perguntava para ela.
Agora, eu não tenho a professora, então… Eu preciso estar bem atenta com as alunas e não dá para se distrair ou fazer algo brincando. Pois, o que acontecer com elas, será minha responsabilidade. É desafiador, pois eu deixei de ser aluna, para ser professora, é o que falei, sair da zona de conforto. A experiência é incrível. É gratificante passar nossos conhecimentos para outras pessoas, ver um aluno conquistar algo.
6- E sobre o palco, qual foi sua apresentação de Tecido favorita e por que?
A minha apresentação favorita foi uma que a Mari fez que foi Astros. Foi uma homenagem aos grandes artistas. Nessa apresentação eu gostei de tudo. Eu gostei da música que dancei, do figurino e da coreografia. Eu me dediquei muito. E principalmente, foi nessa apresentação que eu me transformei, eu passei a me ver de outra forma.
7- Que conselho você daria para alguém que quer começar a prática ou que está nas suas primeiras aulas?
Para quem quer começar, eu diria que o importante é dar o primeiro passo, só de querer, já é o primeiro passo. E para quem está nas primeiras aulas, não se comparem com ninguém. Até aquela tecidista que está no nível avançado, já foi iniciante. É para aproveitar a jornada. O mais importante do que chegar no nível avançado é o caminho.

8- Algo mais que gostaria de acrescentar?
A vida adulta é difícil, com muitos problemas, boletos para pagar, família. Não importa o quão difícil seja seu problema, nunca pare. A maioria dos problemas vão se resolver com o tempo. A situação que você está, não é permanente (algo que aprendi com a Mari 🥰😁). E as vezes tudo que precisamos é daqueles minutos para nós mesmos e são nesses momentos que precisamos da arte. Não importa a arte que faça, seja a dança, o teatro, a música, a pintura ou até mesmo o desenho.
A arte nos ajuda a relaxar e a nos reconectar com nós mesmos.
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