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Tecido acrobático para todo mundo — do primeiro nó ao grande voo

Somos uma escola de tecido acrobático que acredita que voar não é dom: é prática, técnica e comunidade. Seja no tapete da sua sala com nossos tutoriais, seja pendurado no pé-direito da Altitude Escalada, a gente te acompanha em cada etapa.

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Últimas do blog

ENTREVISTA COM TECIDISTA – RAFAELA PIONER

1 – Rafa, como foi sua primeira experiência com o Tecido Acrobático e a dança aérea? O que te fez buscar essa modalidade?  Minha primeira experiência foi com 8 anos de idade, por pura curiosidade mesmo. O contato foi com dança aérea, então explorei tecido, lira, trapézio e argolas, mas o que realmente acendeu um quentinho no coração, foi o tecido acrobático. De lá pra cá, fiquei apenas 1 ano sem contato.  Lembro de pensar, enquanto criança: “quero fazer algo que ninguém faz’’, ou coisas do tipo: “isso aqui é diferente de tudo que já fiz”. Isso me instigou!  2 – Qual era sua maior dificuldade no início?  A chave de cintura? Vale? HAHAHA. Na época em que iniciei, não existiam educativos, não existiam várias formas de montar um mesmo movimento, então eu tive bastaaaante dificuldade. A parte boa é que hoje eu amo e me empenho muito pra ensinar ela.  Fora isso, lembro que tinha muita dificuldade (e tenho até hoje), de aprender só vendo a Profe ou uma colega fazer as movimentações. Foi fazendo aula e me tornando Profe (principalmente) que percebi que o meu jeito de aprender era fazendo, era testando, errando e acertando.  3 – Conta pra gente como foi a transição de praticante para professora.  Com 15 anos, fui convidada pela minha professora da época, a auxiliar em algumas turmas, em função da minha prática e experiência de um tempo já.  Além disso, já notava que as colegas sempre vinham me pedir dicas de como fazer, me pedir uma ajuda aqui e outra ali. Então foi um processo até “natural”, eu diria. Sempre amei ajudar, e no caminho, percebi que amava ensinar! Com 15 anos, eu estudava pela manhã, dava aulas à tarde e fazia minhas aulas de dança aérea, à noite.  Nunca mais parei de dar aula! Se tornou minha profissão!  4 – Em que ano você abriu seu estúdio? Como foi viver essa experiência de ter seu próprio espaço?  Trabalho com Dança Aérea há 15 anos, e há 12 anos de forma autônoma, mas foi só há 6 anos que abri minha escola, em Agosto\2020, em plena pandemia.  Essa experiência foi a maior loucura da minha vida, mas com certeza, a melhor escolha que fiz! Em meio a pandemia, foi tudo muito desafiador, mas me blindou de uma forma jamais vista. Hoje considero que “se passei pela pandemia, passo por qualquer coisa”, HAHAHA. Claro que é modo de falar, mas sinto que superei algo considerável, enquanto escola. Ter meu próprio espaço é dar asas não só aos meus sonhos, mas aos meus valores.  Ensinar com técnica e embasamento, ter saúde e segurança como prioridade, dar autonomia às alunas, ensinar “somente” dança aérea (sem precisar ensinar outras modalidades junto), acolher as alunas, e não ser uma escola que prioriza performance, mas sim, a vida real, aquilo que cabe na rotina de uma mulher normal, assim como você, e eu.  Me considero uma profissional de sucesso, a escola me trouxe isso!  5 – Se você pudesse dar alguma dica essencial pra quem quer abrir seu próprio estúdio, qual seria? Cálculos são importantes sim, mas não são tudo! Acredito que o grande segredo está em continuar nos dias ruins. A constância dos dias ruins, traz o sucesso. Nos dias bons, é tudo festa, né?! HAHAHA. Outra dica (que gostaria muito que tivesse me sido dada), é conversar, trocar, ou até ter um\uma mentora para te direcionar, acredito que vale cada centavo. Não fazer tudo sozinha, sabe?! Esse é um assunto que eu dissertaria por horas, na verdade. Mas essas duas coisas, são imprescindíveis!  6 – Sabemos que você é mamãe da linda Maria! Como foi sua gestação? Você conseguiu praticar? E como era para dar aulas? Sim, Maria faz 2 anos em Agosto deste ano. Minha gestação foi super tranquila e saudável. Treinei a gestação inteira, tanto dança aérea, quanto crossfit, na época. Me sentia linda, forte e muito capaz!  Segui dando aulas até as 36 semanas, e foi super tranquilo! Foi legal que aprendi cada vez mais a verbalizar o aprendizado, ao invés de subir e mostrar sempre. Claro que também tive o privilégio de alunas fantásticas que queriam me poupar esforço, hahaha.  Mas, em geral, fui uma grávida ativa, saudável e segui com a vida normal. Tenho, pelo menos, uma gestante por ano, desde 2022 com a gente, na escola, e eu amo! Dar aula pra gestantes é o máximo, eu amo as possibilidades que isso traz. Aliás, quem é gestante, recomendo super inverter no nó\trança, dá um alívio enoooorme!  7 – Rafa, você é profe, mãe, empresária. Como é conciliar tudo isso?  Então, eu concilio tudo? A verdade é que eu tento, sim! Mas acredito que não exista um equilíbrio exato, tem dias que priorizo uma coisa, mês que priorizo outra coisa e assim vou indo.  Hoje sou muito mais mãe e empresária. Mas isso porque já fui minha mais profe e empresária durante anos. E assim vai indo, vou conciliando, vendo qual lugar precisa mais de mim e independentemente disso, sempre mostrando pra minha filha que dá sim pra ir atrás dos meus sonhos e ser mãe dela, ao mesmo tempo. Todo dia é desafiador, mas todo dia eu sigo tentando. Porque eu amo ser mãe da Maria, amo minha profissão e essas duas coisas podem SIM, coexistir! As duas coisas me preenchem e fazem a mulher realizada que sou.  O foco não é perfeição, é ser real, é ser presente. Coloco isso na cabeça e vou!  8 – Que conselho você daria para alguém que quer começar a praticar ou que está nas suas primeiras aulas? Vai com medo e vergonha MESMO. Tudo que sai da nossa rotina, gera desconforto, mas isso não necessariamente significa algo ruim, se desprenda dessa ideia!  As primeiras aulas podem ser surpreendentes, incríveis ou não! E tudo bem, se permita experimentar por pelo menos um mês, antes de tomar uma decisão. PROMETO que você não vai se arrepender!  9 – E que conselho daria, em

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ENTREVISTA COM TECIDISTA – BÁRBARA MENDONÇA

1 – Bárbara, como foi sua 1ª aula de Tecido Acrobático? O que te fez buscar essa modalidade? Minha primeira aula de tecido acrobático foi por indicação de uma amiga querida. Queria uma atividade física pra sair da rotina e que, principalmente, me proporcionasse um tempo só pra mim, ja que tinha uma bebê pequena e a rotina de mãe que trabalha fora era bem exaustiva. Decidi fazer uma aula experimental… e me encantei de um jeito que eu não esperava. 2 – Qual foi sua maior dificuldade no início?  Minha maior dificuldade foi a força e a resistência. Apesar de já ter tido uma experiência anterior com pole dance (pratiquei por uns 6 anos), eu estava há mais de três anos parada e sem praticar exercícios.Nisso percebi a necessidade de me preparar melhor fisicamente. Foi então que comecei a fazer academia de forma regular, para me preparar melhor, evoluir no tecido e diminuir o risco de lesões. 3 – O que você mais gosta no Tecido? Seja na parte física ou mental. O que eu mais gosto no tecido é a forma como me sinto quando estou no ar. Quando faço me acho linda, poderosa, forte. Ajuda muito na minha autoestima, que nunca foi das melhores rs.Fico encantada com o que meu corpo é capaz de fazer. E, além disso, descobri que o exercício físico, para mim, é um escape mental, é um momento só meu e uma forma de manter a minha saúde mental. 4 – Como é conciliar a rotina de trabalhar fora, ser mãe e ainda treinar com a dedicação que você tem? Quais são os pequenos sacrifícios? Conciliar trabalho fora e dentro de casa, maternidade e treinos não é facil, mas se tornou prioridade pra mim quando percebi o quanto o exercício físico me faz bem. Me deixa mais calma, menos estressada e mais feliz no dia a dia. Esse consciência me da força para manter constância nos treinos. E claro, com acordos em casa, divisão de tarefas e apoio do esposo pra que eu consiga ter esse tempo tão necessário pra mim. Ver minha evolução também me motiva muito. Estou sempre buscando melhorar, aprender novos movimentos e me fortalecer, e isso me impulsiona a continuar evoluindo no tecido. 5 – Ba, a gente que te conhece no presencial sabe que você é muito artística e expressiva. Conta um pouco sobre o seu processo coreográfico.  Percebi que a parte artística faz toda a diferença na apresentação. É o que prende o público, o que dá alma. No meu processo, eu busco entender a emoção da música, do personagem, e me conectar de alguma forma com aquilo. Admito que é um esforço grande pra mim, conto muito com o apoio da professora e das amigas, mas como sei que essa expressão é um diferencial fundamental, tento sempre dar atenção pra isso nas apresentações. 6 – Quais são suas ideias para as próximas apresentações? Minha próxima apresentação vai ser na amostra do meio do ano. Eu já tenho uma música em mente, uma que salvei faz tempo porque achei linda e impactante. Mas de coreografia ainda nada definido. Eu anoto os movimentos/combos que gostaria de fazer e os que ainda quero aprender, aí facilita na hora de escolher para a apresentação. 7 – E suas metas em relação aos aéreos para esse ano de 2026? Minhas metas para 2026 são: melhorar a chave de cintura (pernas esticadas bem lindas na tesoura) e treinar inversão com as pernas estendidas também. Além disso, meu foco esse ano é melhorar meu condicionamento e resistência com os treinos na academia, para ter mais controle e segurança nos movimentos. 8 – Que conselho você daria para alguém que quer começar a praticar ou que está nas suas primeiras aulas? O conselho, que serve pra mim tambem, é não se comparar com os outros. Cada um tem o seu tempo, o seu corpo e a sua história. Os aéreos são uma jornada pessoal, e cada pequena conquista faz parte dessa trajetória. Então, respeite o seu processo, mantenha a consistência e aproveite cada passo. 9 – Algo mais que gostaria de acrescentar? Se eu pudesse acrescentar algo, seria a importância de se priorizar. O tecido entrou na minha vida como uma forma de me cuidar e ter um tempo pra mim e hoje eu vejo o quanto isso impacta minha vida como um todo. Quando eu cuido de mim, eu consigo ser melhor em todas as outras áreas da minha vida. Ter essa consciência e fazer algo que se ama, faz toda diferença na vida. ACOMPANHE OS VOOS DA BÁRBARA NO INSTAGRAM @BAH.MENDONCA

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ENTREVISTA COM TECIDISTA – AMANDA LIMA

1 – Amanda, como você conheceu o Tecido Acrobático?Conheci o Tecido Acrobático em um espetáculo de dança que fui assistir em 2009 com a LaCrista escola de dança e tecido no Rio de Janeiro. Me lembro que vi e achei tão mágico que na semana seguinte fui fazer uma aula experimental e me apaixonei completamente. 2 – Qual foi sua maior dificuldade no início?Acredito que a flexibilidade. Quando criança não gostava de esportes e por causa disso, era sempre a última a ser escolhida para qualquer jogo na escola. Isso me fez crescer com a ideia de que nunca seria capaz de fazer nada com o corpo. Nas três primeiras aulas, eu não conseguia subir no tecido e depois com a evolução dos exercícios, percebi que era dura como um pedaço de madeira. 3 – Amanda, e como foi a transição de aluna para professora? Como você soube que queria isso?Com o passar dos anos fazendo aulas, fui me apaixonando cada vez mais pela técnica aérea e no ano de 2011 entrei para o Projeto Pedagógico do Unicirco Marcos Frota onde fiquei até o ano de 2015. Eu frequentava as aulas do Unicirco e da LaCrista, até que um dia minha professora da LaCrista me perguntou se eu gostaria de fazer um estágio com ela. Sempre fui muito observadora, gostava de ensinar e fiquei muito feliz com a proposta e aceitei. Passei um ano fazendo assistência nas aulas e pude aprender muito nesse período. Neste mesmo ano eu trabalhava em uma escola como professora de ciências e percebi que precisava percorrer um caminho para mudar de profissão. Deixei o trabalho e além da escola onde fazia aulas e assistência participei do curso profissionalizante do Unicirco Marcos Frota. Foi um ano de dedicação exclusiva a minha paixão pelo tecido e o circo. No ano seguinte comecei um outro trabalho, desta vez em um laboratório de análises clínicas. Entre o trabalho novo que ocupava tanto tempo da minha vida e uma lesão que me tirou por um período o movimento da mão esquerda precisei deixar as aulas de Tecido cada vez mais de lado, o que me fez ficar muito triste. Entre deixar as aulas e a Pandemia, passei três anos parada e na Itália retornei. Dessa vez muito decidida. Já tinha mudado a minha vida e aqui teria a situação perfeita para finalmente iniciar meus primeiros voos como professora. Comecei a estudar mais, fiz cursos de formação aqui e também o curso de capacitação da Mari que já admirava muito através da internet e quando soube que eu poderia ter um pouquinho dela na minha formação fiquei muito feliz. 4 – Quando você foi morar fora e como foi encontrar espaços para continuar treinando/ensinando?Cheguei na Itália em 2020, fiz aulas experimentais e comecei a fazer aula em uma escola em Verona que infelizmente não tinha altura, mas era um inicio para uma pessoa que tinha acabado de chegar. Quando tudo parecia perfeito, a pandemia chegou e eu só consegui fazer três aulas, mais uma vez eu precisei parar.Quando tudo foi liberado, encontrei uma escola em Veneza, mas vivi meu primeiro ano de aula com muita tristeza, não conseguia mais subir, o tecido não era como no Brasil e escorregava muito. Era um novo início que parecia ser do zero. Fiquei dois anos por lá e a escola fechou. A busca pra encontrar espaços não foi fácil, encontrei outra escola com pouca altura, até que finalmente encontrei Il Tendone dell’arte onde descobri um belíssimo ambiente com altura onde posso treinar e me expressar de forma artística com os espetáculos 5 – Como é ensinar aéreos na Itália? Qual seu maior desafio aí?Ensinar aqui não é tão simples, é necessário ter formação reconhecida no território Italiano. Posso considerar essas formações desafiadoras, pelo fato de que é preciso ter conhecimentos específicos de anatomia por exemplo e pelo fato de ser brasileira preciso traduzir termos técnicos para o italiano que não é simples.Outro desafio é encontrar trabalho. Muitas vezes as escolas tem como professor as mesmas pessoas que fundaram e em raríssimos casos contratam outra figura de professor. Outro desafio é encontrar lugar com altura adequada para a prática do tecido. Sou muito sortuda por ter encontrado um local com uma altura excelente para trabalhar. Me sinto muito feliz com o espaço e meus alunos. Cada vez que saio de lá, me sinto carregada de energia positiva e privilegiada por poder fazer o que sonho há anos, mesmo que ainda não seja meu único trabalho. 6 – O que você vê que é mais diferente entre fazer aéreos no Brasil e fora?Percebi aqui como aluna dos lugares que frequentei, que a grande maioria dos alunos se divide em dois grupos: das pessoas que fazem tecido para relaxar depois do trabalho e pessoas que fazem, mas não tem a paixão de aprender, querem ir imediatamente para o nível avançado sem ter aprendido as bases e ainda reclamam quando o professor repete coisas para fixar ou limpar o movimento. Percebo que isso cria um ambiente muitas vezes não tão amigável e algumas vezes muito competitivo.Outra coisa que observei é que muitas vezes as professoras ao perceber que um aluno tem mais força o considera avançado, pula as bases e já ensina coisas mais complexas. Acho isso estranho e arriscado.Quando comecei era tudo muito novo e pelo menos na minha escola, existia vontade de aprender e a paixão pelo que se fazia. Cada aula, cada repetição era prazerosa e cada mudança de nível de dificuldade era motivo de felicidade. Não existia pressa, existia vontade de aprender o máximo que se podia.A parte interessante é que tem algumas escolas escolas são voltadas para um estilo mais contemporâneo.O fato de estar na Europa também ajuda a ter contato com muitos tipo de linguagens diferentes e com artistas renomados tanto italianos quanto de outros países que fazendo workshops muito interessantes e enriquecedores. 7 – Quais são suas metas em relação aos aéreos para esse ano de 2026?Estou terminando um curso

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ENTREVISTA COM TECIDISTA – JÚLIA GARETI

1 – Júlia, como você descobriu que queria fazer Tecido Acrobático? Sempre achei o tecido acrobático lindo, amava assistir apresentações em circos. Contudo, não imaginava que fosse uma prática acessível fora do mundo circense. Em 2021, conheci uma artista aérea treinando na praça do vivendas, aqui em Rp, e tive minha primeira experiência no tecido — foi amor a primeira subida… hehehe. Logo depois, em janeiro de 2022, comecei a fazer aulas com a Mari, do Voar Sem Asas, e desde então sigo vivenciando o tecido diariamente, seja como aluna, artista, ou como professora. 2 – Qual foi sua maior dificuldade no início? Quando tive meu primeiro contato com o tecido acrobático, eu era sedentária e não tinha alongamento, flexibilidade ou força. Percebi que alguns movimentos seriam mais desafiadores para mim, especialmente os que exigiam flexibilidade, e que a prática do tecido demandava força. Comecei literalmente do zero, então foquei em desenvolver aquilo que estava mais ao meu alcance naquele momento: a força. Descobri que era mais forte do que imaginava e usei isso a meu favor, estabelecendo pequenas metas, como melhorar a sustentação e conquistar a tão sonhada inversão. 3 – Conta um pouco sobre suas apresentações! Sei que você sempre traz temas diferentes! Como funciona seu processo de criação coreográfica? O tecido me trouxe uma surpresa muito especial: a descoberta do meu lado artístico, que até então eu não conhecia. Foi nas apresentações que aprendi a me soltar e, a cada uma delas, revelar novas versões de mim mesma, como se o movimento fosse desvendando camadas da minha própria essência. Nesse processo, percebi a força da conexão entre o tecido e a música, que dá forma à apresentação de maneira semelhante a um roteiro de filme: começa leve e introdutório (e nesse momento gosto de explorar subidas diferentes), cresce em intensidade com o desenrolar da história (as sequências vão ganhando intensidade e velocidade), chega ao ápice no grande acontecimento (seja uma queda ou uma sequência de giros) e, por fim, conduz ao desfecho mais suave. Meu processo criativo se apoia nessa relação. Escolho músicas com diferentes camadas, que exploram variações de intensidade, porque acredito que isso faz toda a diferença para envolver o público e transmitir emoção. Além disso, gosto de representar personagens que refletem aspectos da minha personalidade, criando minhas versões tecidistas de Wandinha, Cisne Negro, Madona, Cigana e Caveira Mexicana, sempre com orientação e dicas da Mari. 4 – Qual foi sua apresentação favorita? Por que? Essa é uma pergunta difícil, porque cada apresentação guarda um espaço único no meu coração, com suas próprias histórias, desafios e superações. Mas a que realmente marcou minha trajetória foi minha primeira vez em um palco de circo de verdade, em junho de 2025. Ali não estava interpretando nenhum personagem, era simplesmente eu — em minha essência — diante do público, no mesmo palco onde o tecido nasceu. Foi uma experiência transformadora, como se naquele momento eu estivesse celebrando não apenas uma apresentação, mas toda a jornada que me trouxe até ali. 5 – Ju, e como foi a transição de aluna para professora? Como você soube que queria isso? A transição para professora aconteceu de forma muito natural, mais suave do que eu imaginava. Quando fui convidada para dar aulas na minha cidade natal — que seria a primeira turma de tecido da cidade — senti a responsabilidade e busquei me capacitar, porque aprender e executar movimentos é uma coisa, mas ensinar exige uma abordagem totalmente diferente. Ao realizar o curso da Mari, comecei a compreender melhor as necessidades dos alunos e, ao mesmo tempo, revisitei minhas próprias dificuldades do início da prática. Esse processo tornou tudo mais orgânico e, sem perceber, já estava dando aulas. Hoje, não me vejo fora desse papel de professora. 6 – Você prefere estar no palco ou ser professora? Fale um pouco sobre. Amo estar no palco e sentir a energia, a magia de me apresentar. Mas, ao longo da minha trajetória, descobri também uma paixão pelos bastidores: acompanhar minhas alunas, observar todo o processo, o esforço e a dedicação de cada uma, e depois prestigiar o brilho delas no palco. A alegria que demonstram após cada apresentação me traz uma sensação profunda de dever cumprido, de que estou contribuindo para formar artistas completas — muitas vezes ainda mais capazes do que eu. 7 – Compartilhe algo que é essencial em aula pra você! Considero o aquecimento e a preparação do corpo fundamentais para a prática do tecido. Muitas vezes esse cuidado é negligenciado, mas ele faz toda a diferença na execução dos movimentos, trazendo mais limpeza e, principalmente, segurança. Com um corpo bem preparado, conseguimos evitar lesões e garantir uma evolução mais constante na nossa prática. 8 – Quais são suas metas em relação ao Tecido para esse ano de 2026? Este ano meu foco é aprimorar a limpeza e a técnica dos meus movimentos, buscando sempre leveza e fluidez. Como gosto muito de giros, acredito que esse trabalho fará diferença na minha performance, além de me permitir conquistar movimentos específicos, como a Hélice. Também estou dedicada a melhorar meu condicionamento físico, resistência e força, com o objetivo de participar do Circo Can, em Novembro. Essa experiência será uma oportunidade valiosa para ampliar meu conhecimento e levar ainda mais aprendizado para minhas alunas. 9 – Pra finalizar, que conselho você daria para alguém que quer começar a praticar ou que está nas suas primeiras aulas? Não desista!!!! O tecido é um processo que exige tempo, dedicação e cuidado, além de constantemente nos desafiar a sair da zona de conforto. Acredito muito na ideia de evoluir 1% a cada dia, e por isso sempre reforço a importância de respeitar o próprio ritmo e valorizar cada etapa da jornada. 10 – Algo mais que gostaria de acrescentar? A arte de voar só alcança altura quando encontra apoio para se sustentar. Seja o apoio na vida de um artista, com um gesto, uma palavra de incentivo, ou até mesmo uma simples curtida nas redes

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ENTREVISTA COM TECIDISTA – LILIANE GOMES

1 – Lili, conta pra gente como foi seu início com o Tecido Acrobático? O início foi bem difícil, eu iniciei aos 31 anos (prestes a completar 32) e totalmente sedentária. A princípio considerei que meu desempenho era péssimo e que eu tinha muito medo, com o passar dos anos fui me dando conta de que eu não era exatamente ruim, mas me faltava um bom condicionamento e segurança no treino. À medida que comecei a dar importância à preparação para o treino e passei a contar com equipamentos de segurança (colchão), meu desempenho melhorou muito. 2 – Qual foi sua maior dificuldade no início?Acredito que foi o medo, pois a gente não tinha um espaço muito adequado, treinava em parques da cidade e sem colchão, o que me deixava travada muitas vezes, mas nunca deixei de celebrar as pequenas conquistas. 3 – O que a prática dos aéreos significa para você?Significa ver arte e beleza naquilo que eu faço, poder conhecer uma versão de mim que eu nem sabia que existia, significa exercitar meu corpo por prazer e não por obrigação, além disso, é a possibilidade de aprender coisas novas e vibrar a cada realização. 4 – Esse ano você completou 10 anos voando! O que você aprendeu ao longo dessa trajetória que acha essencial pra qualquer Tecidista? A primeira lição que acho essencial é não desistir, eu tive muitos motivos para desistir no início, mas nenhum deles se tornou maior que o meu desejo de voar. Cada corpo é único, cada corpo traz uma história e suas possibilidades de execução, o que pode ser melhorado ao longo do tempo se houver determinação para isso. Também considero fundamental que este corpo seja cuidado, o que passa pelo uso de equipamentos de segurança e pela preparação nos treinos, evitando lesões e melhorando significativamente a prática. 5 – E quais foram os momentos mais marcantes durante esses 10 anos?A minha primeira apresentação foi um dos momentos mais marcantes lá em 2015, eu experimentei uma sensação indescritível e tive certeza que queria viver aquilo de novo. Também houve momentos difíceis, quando ficamos sem lugar para treinar e mesmo durante a pandemia, quando os treinos em grupo se tornaram inviáveis. 6 – Fala um pouco sobre apresentação pra gente, Lili! Qual foi sua favorita e por que?Eu amo apresentar, embora não apresente com tanta frequência, gosto de escolher a música e sequência, amo pensar figurino, então é realmente algo muito especial para mim sempre que tenho essa oportunidade. Como favorita vou destacar o nosso primeiro espetáculo, quando celebramos 10 anos do grupo, essa teve um valor especial por tudo que representa ao contar nossa história no palco. 7 – O ano está chegando ao fim! Quais são suas metas no Tecido para 2026?O que mais me anima no tecido é a possibilidade de aprender coisas novas, mesmo que seja um novo jeito de executar algo que eu já sei fazer, tudo isso me encanta, então espero continuar aprendendo em 2026. Como meta tenho a intenção de reformar o meu espaço para ancoragem em casa e poder aproveitar ainda mais as aulas on-line. 8 – Que conselho você daria para alguém que quer começar a praticar ou que está nas suas primeiras aulas?Não desista, não se compare com outras pessoas e não esqueça da preparação para os treinos, ela é tão importante quanto o voo. 9 – Algo mais que gostaria de acrescentar?Que a arte nos salva e nos transforma, com ela aprendemos a acolher e aceitar nossas imperfeições, hoje vejo beleza onde antes havia medo. ACOMPANHE OS VOOS DA LILI NO INSTAGRAM @LILIANEGOMESAC

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ENTREVISTA COM TECIDISTA – AMANDA WAHBE

1 – Amanda, como você descobriu o Tecido Acrobático?Durante um evento em que teve uma apresentação. Fiquei encantada e quis experimentar, não consegui de imediato, mas assim que ajustei minha rotina, não hesitei. 2 – Qual foi sua maior dificuldade no início?A pressa, no sentido de entender que é um processo e requer muito esforço e disciplina. 3 – O que você mais gosta no Tecido? Seja na parte física ou mental.Eu gosto da liberdade criativa que ele me permite ter, as figuras que eu faço,os movimentos que ele me permite criar, de ser parte de algo bonito. É uma mistura de leveza e força, é muito especial ver o resultado e saber que é algo lindo de assistir. 4 – Agora no final de Novembro você fará sua 1ª apresentação no Tecido Acrobático, dentro de um espetáculo, no palco de um teatro! Qual é a sensação dessa experiência?É um mix de êxtase, ansiedade, mas principalmente realização, pois se tornou um sonho. 5 – E como está sendo a preparação física e mental para esse momento?Definitivamente não é fácil manter o foco no processo. Manter uma boa alimentação e se hidratar exige disciplina, mas cuidar da mente é o que mais requer esforço. Tenho tentado equilibrar tudo respeitando meus limites, descansar também é fundamental. 6 – Amandinha, quais são suas metas no Tecido para o próximo ano?Eu acho que se resume em evoluir, no nosso idioma: “alçar voos mais altos”!! 7 – Que conselho você daria para alguém que quer começar a praticar ou que está nas suas primeiras aulas?Persistência! Tem uma frase que eu gosto muito: “a vida é uma escalada, mas a vista é ótima”. Ela resume bem o esforço necessário, tanto físico quanto mental, e também a importância de não se comparar com os outros, porque cada um tem um ritmo e uma facilidade em alguma vertente, seja giro, expressão artística, flexibilidade, etc. 8 – Algo mais que gostaria de acrescentar?Sim!! Gostaria de agradecer pela entrevista e pela oportunidade de fazer parte da família Voar sem Asas. Foi uma honra imensa viver essa experiência e contribuir com algo que me inspira tanto!  ACOMPANHE OS VOOS DA AMANDA NO INSTAGRAM @AMANDAWAHBE

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